Rio Branco, AC 21 de maio de 2026 14:49
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Óleo de peroba

Pelas mãos do candidato a reeleição ao Senado Márcio Bittar (PL), que teve o assessoramento do filhote João Paulo Bittar (PL), o deputado Nikolas Ferreira (PL/MG) veio ao Acre ‘conhecer’ a Amazônia e ditar rumos as políticas sócio/ambientais da região.

Cartilha

Ensinou e indicou políticas para a região, inobstante ser essa a primeira vez que trava conhecimento com a realidade amazônica, chegando ao ponto de declarar que após sua visita relâmpago agora conhece mais o Acre que a ex-senadora Marina Silva (Rede), atualmente ocupando o cargo de deputada federal pelo estado de São Paulo e forte concorrente a ocupar uma cadeira no Senado Federal representando os paulistanos.

Contestação

Frente a excentricidade patrocinada por Bittar, o pré-candidato a deputado federal Virgílio Viana (PT) fez duras críticas ao senador e ao deputado, repreendendo a forma e o debate sobre a Amazônia e a atuação de políticos da direita no Acre. Em tom crítico, Virgílio acusou lideranças de utilizarem a floresta amazônica apenas como “palanque político” e questionou a falta de resultados concretos para a população acreana.

Ironias

Segundo Viana, a presença de Nikolas Ferreira no Acre teria servido apenas para “lacração” política e produção de conteúdo para redes sociais, sem compromisso real com os problemas enfrentados pelas famílias que vivem na região amazônica. Virgílio também ironizou a visita do parlamentar mineiro e questionou se o deputado teria chegado ao estado “em jatinho de empresário investigado”, em referência indireta às recentes polêmicas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.

Cobranças

Virgílio Viana também direcionou ataques ao senador Márcio Bittar, classificando o parlamentar como “forasteiro” e afirmando que, durante anos de mandato, o Acre não recebeu as transformações prometidas pelo grupo político aliado ao bolsonarismo. Para Virgílio, a população acreana já estaria cansada de discursos vazios e de promessas repetidas em períodos eleitorais.

Recusa

Após assustar praticamente todo o mundo político — em Brasília e nos estados —, a delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, caiu do telhado, ao menos em parte. A Polícia Federal comunicou na noite de ontem, quarta-feira, 20, ao ministro do STF André Mendonça e à defesa de Vorcaro que rejeitava o acordo de delação.

Argumentos

A avaliação dos agentes foi de que o banqueiro não ofereceu informações relevantes para a investigação das fraudes no banco, em comparação com o que já foi apurado na análise de documentos e dos celulares apreendidos com ele. A proposta de acordo segue sendo analisada pela Procuradoria-Geral da República, mas fontes ligadas à PGR avaliam que, sem informações novas, haverá mais uma recusa.

Distanciamento

O cheiro de sangue tomou conta do oceano político por onde partidos de direita, do Centrão e até do que se convencionou chamar de direita democrática navegam. Rapidamente antigos aliados do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trataram de se distanciar do, até o momento, principal herdeiro do bolsonarismo.

Virando de costas

O ex-governador de Goiás e pré-candidato pelo PSD, Ronaldo Caiado afirmou que uma pessoa “contaminada” por Daniel Vorcaro não teria condições de ocupar a Presidência da República. Já o ex-governador mineiro e pré-candidato pelo Novo, Romeu Zema, inovou.

Agendas

Caiado vazou para a imprensa que dará uma coletiva para criticar Flávio Bolsonaro por suas relações com Vorcaro. A madrasta e potencial rival Michelle Bolsonaro não quis comentar a crise que envolve o enteado, e, com um sorriso nos lábios, recomendou que os repórteres perguntassem a Flávio sobre suas relações com Vorcaro. E até Aécio Neves reapareceu. Segundo seus interlocutores, o PSDB já avalia apresentar seu nome como candidato à Presidência.

Arremedo

Sem conseguir reagir à profunda crise que tomou conta de seu nome como candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro decidiu trocar o comando do marketing de sua pré-campanha. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o publicitário Marcello Lopes deixou oficialmente a equipe após reunião com o senador.

Entra e sai

De acordo com a nota, Marcello Lopes afirmou que pretende priorizar os próprios negócios e retornar aos Estados Unidos para cumprir compromissos familiares. O publicitário Eduardo Fischer será o novo marqueteiro da pré-campanha presidencial do senador.

Inferno astral

As explicações de Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Daniel Vorcaro caíram tão mal entre seus aliados de partido a ponto de o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, vir a público negar que tenha estabelecido um prazo de 15 dias para avaliar o desempenho eleitoral do senador como pré-candidato à Presidência da República. Nos bastidores, no entanto, aliados do senador admitem preocupação com os impactos da crise sobre a viabilidade eleitoral do parlamentar.

Encantamento

E um dos personagens principais da trama que envolve Flávio, Vorcaro e o filme Dark Horse, o deputado Mario Frias continua desaparecido. O sumiço chamou a atenção do STF e o ministro Flávio Dino deu prazo de 48 horas para que a Câmara dos Deputados explique por onde anda o ex-ator. O ofício foi enviado ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e solicita esclarecimentos sobre custos, duração e eventuais pagamentos relacionados à missão internacional alegada por Frias.

Queda e coice

Para completar o inferno astral do grupo político que orbita em torno de Flávio Bolsonaro, conta Malu Gaspar, do jornal O Globo, que a Ancine multou em R$ 100 mil a produtora Go Up, responsável por Dark Horse, por não ter comunicado sobre as filmagens no Brasil em 2025.

Protagonismo

Ciro Nogueira, até pouco tempo um dos principais cotados para assumir a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro, voltou a surgir em investigações da Polícia Federal. Dessa vez um levantamento da PF sobre suposto esquema de corrupção e sonegação envolvendo o grupo Refit identificou um pagamento de R$ 14,2 milhões feito por um fundo ligado ao conglomerado para uma empresa da família do senador do Progressistas.

Justificativa

Procurado, o parlamentar confirmou a transação e afirmou que o pagamento ocorreu de forma regular, como parte da venda de um terreno destinado à construção de uma distribuidora de combustíveis. Segundo ele, a operação foi declarada às autoridades competentes.

Escalonamento

O Planalto passou a admitir reservadamente uma transição gradual para o fim da escala 6×1, apesar de manter publicamente a defesa da redução imediata da jornada de trabalho. As negociações em curso no Congresso apontam para um período de adaptação de até três anos, modelo defendido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, em conversas com parlamentares do PT.

Dosimetria

Uma das propostas discutidas prevê a redução inicial de uma hora de jornada nos primeiros 90 dias e cortes escalonados das horas restantes até 2029, em ritmo de uma hora por ano.

Afrouxamento

A Câmara dos Deputados avançou nesta semana em uma pauta defendida pela bancada ruralista e aprovou um projeto que reduz os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, área considerada estratégica para destravar a construção da Ferrogrão.

Paternidade

A proposta, de autoria do líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões, e relatada pelo deputado José Priante, altera os limites da unidade de conservação localizada em Novo Progresso, no sudoeste paraense. A região fica próxima ao Parque Nacional do Jamanxim, uma das áreas que concentram disputas ambientais relacionadas ao traçado da Ferrogrão, ferrovia considerada prioritária pelo agronegócio para facilitar o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste até os portos do Norte.

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