Rio Branco, AC 30 de abril de 2026 22:01
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André Kamai propõe projeto que leva dignidade para dentro dos lares e transforma moradia em direito real nos bairros

Em meio às discussões cotidianas da Câmara de Rio Branco, uma proposta simples na forma, mas profundamente humana no propósito, ganhou voz nesta semana. O vereador André Kamai apresentou o projeto “Meu Lugar, Meu Novo Lar”, uma iniciativa que nasce do povo e volta para ele com um objetivo claro: garantir dignidade onde a vida já acontece — dentro dos próprios bairros.

A ideia, como fez questão de reconhecer o parlamentar, não surgiu nos gabinetes. Veio das mãos de Alexandre Monteiro, um morador de Rio Branco, que sente na pele as dificuldades da cidade. “Eu não quero reivindicar essa autoria. Estou trazendo o projeto do Alexandre pela minha voz”, afirmou, ao destacar o caráter coletivo da proposta.

O projeto parte de um ponto muitas vezes ignorado no debate público: o déficit habitacional não é apenas a falta de casa, mas também a existência de moradias precárias, insalubres e indignas. É ali, nesse silêncio das casas improvisadas, dos banheiros inadequados e das famílias amontoadas, que a proposta finca suas raízes.

A iniciativa autoriza a Prefeitura a criar um programa de apoio direto às famílias de baixa renda, oferecendo desde materiais de construção até assistência técnica gratuita — algo que, na prática, pode significar a diferença entre viver com risco ou com dignidade. “Às vezes é melhorar um telhado, construir um banheiro, ou até levantar uma casa inteira. É dar condição para que as pessoas vivam melhor”, explicou Kamai.

Mais do que obra, o projeto fala de pertencimento. Ao contrário de políticas que deslocam famílias, a proposta valoriza os vínculos comunitários. A ideia é que as pessoas permaneçam onde construíram suas histórias, fortalecendo laços e redes de solidariedade. “A gente não quer tirar ninguém do seu lugar. Quer que ela tenha um lar digno ali onde já vive”, reforçou.

Outro ponto sensível é o incentivo aos mutirões e à cooperação entre vizinhos — uma prática histórica nas periferias, agora reconhecida como política pública. Nesse modelo, não é apenas a casa que se levanta, mas também a comunidade.

Com prioridade para mulheres chefes de família, idosos, pessoas com deficiência e famílias atingidas por desastres, o projeto mira justamente quem mais precisa. E carrega consigo uma expectativa rara no cenário político: a possibilidade de união. “Tenho certeza que esse projeto será aprovado por unanimidade”, afirmou o vereador.

No fim das contas, o “Meu Lugar, Meu Novo Lar” não trata apenas de paredes, telhados ou cimento. Trata de algo mais profundo: o direito de viver com dignidade no lugar que se chama de casa.